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O que vem depois do “medo de errar”?

  • alinebmariano7
  • 8 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Eu odeio errar. Odeio me expor. E vou, constantemente, querer te provar que sou boa o bastante. Joga aqui, que eu dou conta. Confia. Serei excepcional. Mas, calma... e se eu não for? E se nenhum de nós for?

 

Temos medo. Medo de demostrarmos vulnerabilidade e sermos considerados frágeis. Medo de errarmos no trabalho e nos acharem incompetentes. Medo de escrevermos algo errado e julgarem nossa habilidade como criadora de narrativas (xiu, eu sei que eu erro, às vezes). Sim, tudo isso vai acontecer em algum momento, e nem toda dedicação e comprometimento do mundo serão capazes de nos fazer impecáveis.

 

Porque a verdade é que só queima a comida quem se propõe a cozinhar; só erra pontuações quem se propõe a escrever; só vai bater o carro quem se propõe a dirigir. E, como diria a minha mãe, quem morre afogado geralmente é quem sabe nadar – que é quem ousa entrar no mar.

 

Convivemos com muitas pessoas que apontam os dedos para todos que tentam ousar. Que tentam criar. Que tentam inovar. Elas acham pelo em ovo e, a cada comentário ácido delas, a nossa parte mais brilhante se ofusca. E, quando percebemos, sumimos. Nada brilha, mais. Elas são capazes de tirar o que a gente tem de mais precioso: a coragem, a ousadia. E sabe o pior? A gente deixa.

 

Mas como diria a Brenné Brown: “Quando errar não é uma opção, não existe espaço para a inovação, para a criatividade. E, aí, eu digo: sem essa tal ousadia, onde estaríamos? Quem seríamos? Dá para imaginar esse mundo?

 

Depois de muito livro de autoajuda e sessões de terapia, eu entendi o óbvio: a gente vai errar. Vai ser julgado. E, provavelmente, isso vai nos fazer mal por um tempo. Não tem como nenhum de nós fugir. E olha que doido: essa é a melhor parte. Porque é geral, amores. Vale para todos nós. Ninguém escapa do erro, do imperfeito. E é nesse buraco que a gente se encontra.

 

 “Opa, tudo bem por aí? Eu estava aqui semana passada. Dá a mão aqui que eu te ajudo a subir.”.

 

E quem já entendeu isso, está a mil léguas de distância. Eles abraçaram a si mesmos, aceitaram que vão falhar e, a cada erro, eles lidam como uma oportunidade de fazer melhor no dia seguinte.

 

Eles entenderam que é assim que eles se superam, que se tornam mais criativos. Que eles voltam a brilhar.

 

Eles entenderam que a ousadia vem com risco. Mas que esse risco vale muito a pena, porque depois de ultrapassar a barreira do medo de falhar, a gente se reencontra com essa criança cheia de ideias, confiança e sonhos que ainda existe dentro de nós.

 

Infelizmente, eu ainda não tô lá... mas tô a caminho de... e você?

 

Tá afim de descobrir o que vem depois do seu medo de errar?

 
 
 

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