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A liberdade do não

  • alinebmariano7
  • 4 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

É de admirar quem diz não

com a naturalidade de quem amarra os sapatos.

Que paz deve ser

olhar alguém nos olhos

e simplesmente recusar,

sem medo de ferir, de frustrar.


Há quem deseje essa coragem leve,

capaz de libertar a alma

e aliviar toda a tensão do peito e do coração.


Enquanto para uns é fácil,

para outros o não carrega culpa.

E, mesmo sendo necessário,

é engolido, adiado, esquecido.


E, na tentativa de mudar,

de ressignificar,

há sempre quem prometa que amanhã será diferente.

Amanhã, finalmente, será o dia de dizer não.


Afinal, o não é a chave:

é o que abre espaço no peito,

solta o ar preso,

alivia o que aperta.


Não é sobre machucar —

e sim resgatar o próprio tempo,

os próprios minutos,

e recuperar a liberdade que é só sua.


Porque há limites.

Limites para pedidos absurdos

e até para os banais.

E só cada pessoa sabe

quando o seu limite é violado.


Nem sempre o não passa ileso.

Às vezes arranha, às vezes pesa.

Mas, ainda assim, é necessário.


Porque dizer não

é como poesia:

no começo dói,

mas no fim liberta.

 
 
 

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